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6 hábitos tradicionais que pessoas nos 60 e 70 anos mantêm e que as fazem mais felizes do que os jovens obcecados por tecnologia.

Casal sénior conversa à mesa com puzzle incompleto e panela de legumes; ambiente acolhedor numa cozinha moderna.

Not um “retro” comprado por ironia, mas um modelo antigo, ligeiramente riscado, que fechava com um clique satisfatório. Enquanto os vinte-e-tal à volta dela faziam scroll no TikTok com polegares vazios, ela mexia o café devagar, a ver a rua como se fosse um filme. Sem notificações. Sem vibrações. Só as caras a passar, a luz, o silêncio.

Ela apanhou-me o olhar e sorriu daquela forma sem esforço que as pessoas costumavam ter antes de toda a gente começar a fingir que não se vê. A amiga chegou, atrasada e atrapalhada, a apertar um saco de pano em vez de um portátil. Abraçaram-se como se não se vissem há anos, embora só tivesse passado uma semana.

Percebi que as pessoas que cresceram antes dos smartphones podem ter perdido algumas competências tecnológicas, mas conservaram outra coisa. Algo de que estamos, em silêncio, a morrer de fome.

1. Conversas lentas, cara a cara, que não competem com ecrãs

Passe uma tarde com pessoas nos seus 60 ou 70 anos e nota uma coisa depressa: elas falam mesmo umas com as outras. Não enquanto fazem scroll. Não com um ouvido num podcast. Apenas… falam. Sem pressa. Imperfeito. Cheio de silêncios de que não têm medo.

Pergunte-lhes como foi a semana e não lhe dão uma lista de “actualizações” em tópicos. Contam-lhe uma história. Nomes, personagens secundárias, drama do vizinho, o gato que fugiu. Os mais novos chamam-lhe muitas vezes “divagar”, mas é nesse divagar que a intimidade se esconde. A vida real raramente é um resumo arrumado.

Muitos cresceram numa altura em que o telefone estava preso à parede e encontrar alguém significava aparecer de facto. O hábito ficou. E faz com que as ligações deles tenham mais peso nas mãos.

Veja-se a Margaret, 71 anos, que encontra as mesmas três amigas todas as quartas-feiras no mesmo restaurante italiano barato. Sem telemóveis em cima da mesa. Sem fotos para as redes sociais. O dono sabe os pedidos de cor e dá-lhes pão extra como se fossem família.

Ela diz-me que passaram juntas por divórcios, sustos de cancro, despedimentos e um permanente mesmo muito mau. “Falamos até começarem a empilhar as cadeiras”, ri-se. Uma vez, quando o aquecimento avariou no restaurante, vestiram os casacos e ficaram na mesma. Só falaram e partilharam sobremesa para “aquecer por dentro”.

Não há chat de grupo. Se alguém não pode ir, liga. Não manda mensagem. Liga. Parece antiquado até percebermos que a maioria de nós se desmoronaria se perdesse as apps de mensagens durante uma semana. As amizades deles estão guardadas em pessoas, não em telemóveis.

Os psicólogos repetem que a solidão está a aumentar entre adultos mais jovens, apesar de supostamente estarmos “mais ligados do que nunca”. Esta frase é tão repetida que já parece um meme, mas os números são teimosos. Um grande inquérito nos EUA mostrou jovens adultos a reportarem mais solidão do que reformados.

As gerações mais velhas não são imunes ao isolamento, claro. Mas quem mantém o hábito de conversas longas e sem tecnologia tende a ter o que os investigadores chamam uma rede social “densa”. Menos contactos, mais profundidade. E essa densidade funciona como plástico-bolha emocional quando a vida descarrila.

Nós perseguimos ligação através de comentários e gostos. Eles conseguem-na com sobrancelhas levantadas no momento certo e o peso de uma mão em cima da mesa enquanto se diz: “Conta-me a história toda.” É aí que se escondem as pequenas felicidades do dia a dia.

2. Rituais analógicos: papel, rotina e a estranha alegria de fazer as coisas devagar

Pessoas nos seus 60 e 70 anos mantêm muitas vezes pequenos rituais que parecem quase pitorescos ao lado do nosso mundo “smart-tudo”. Um calendário de papel no frigorífico. Uma pilha de livros da biblioteca na mesa de cabeceira. Uma lista de compras escrita à mão com uma caneta que até borra um pouco.

Essas coisas não são apenas adereços vintage. Criam um ritmo. Quando o seu dia começa a abrir as cortinas, pôr a chaleira ao lume, ver o tempo olhando para o céu e não para uma app, o sistema nervoso recebe um despertar diferente. Menos choque, mais entrada suave.

Estes hábitos analógicos dão coluna vertebral aos dias. Uma forma que se toca com as mãos, em vez de se fazer swipe com o polegar.

Vi o meu vizinho, 68 anos, preencher a agenda de papel à mesa da cozinha num domingo à noite. Sem agenda inteligente. Sem estética de bullet journal. Só letras grandes, aniversários assinalados, uma nota a dizer “Ligar ao Tom por causa do joelho” e outra “Plantar tomates”.

Disse-me que começou a usar uma agenda de papel aos 20 e nunca mais parou. O acto de escrever as coisas uma vez por semana, diz ele, “esvazia a cabeça”. Não precisa de uma app de mindfulness. O ritual em si é o reset. Quando risca algo, há um pequeno sopro de satisfação que não existe ao tocar em “concluído”.

Na parede ao lado estava um quadro de cortiça cheio de postais, participações de óbito, convites de casamento e um bilhete de concerto muito antigo. Um feed caótico e analógico de uma vida vivida com alegria e luto.

Os nossos cérebros adoram marcadores tangíveis. Escrever à mão activa áreas diferentes do cérebro em comparação com escrever ao teclado. As pessoas lembram-se mais, processam melhor e muitas vezes sentem-se mais calmas. Há uma razão para tantos terapeutas ainda recomendarem escrever num diário com uma caneta de verdade, e não numa nota no telemóvel entre dois e-mails.

Adultos mais velhos que se agarram a calendários de papel, cartões de receitas, palavras cruzadas, padrões de tricô - sem o saber, estão a dar a si próprios pequenas ilhas de foco. Sem pop-ups. Sem banners. Sem “Tem 27 mensagens por ler”. Só a tarefa à frente.

E sejamos honestos: ninguém faz “detox digital” tão frequentemente como diz nas stories. Os hábitos analógicos são uma forma sorrateira de incorporar detox no quotidiano, sem o anunciar nem o transformar em marca.

3. Mexer o corpo pela vida, não pelos gostos

Veja um grupo de reformados a caminhar num parque às 8 da manhã e nota algo quase suspeito: a maioria não usa pulseiras de fitness. Ninguém grita sobre macros. E, no entanto, mexem-se - regularmente, de forma constante - como se fosse simplesmente do que um dia é feito.

Jardinam. Varrêm. Sobem escadas devagar mas com teimosia. Vão a pé à padaria em vez de mandarem vir entrega. Nada disto parece “treino”, mas acumula-se de forma silenciosa que as selfies de ginásio nunca mostram.

Cresceram numa altura em que o corpo servia sobretudo para se deslocar, não para publicar. O hábito ficou, e as articulações agradecem-lhes em silêncio.

Veja-se a Rosa, 73 anos, que ainda faz a sua “volta da manhã” à volta do quarteirão todos os dias, faça chuva ou faça sol. Não conta passos. Sabe que acabou porque o percurso volta a casa e o gato espera à porta. Uma vez por semana, leva as compras escada acima até ao segundo andar. Devagar, com duas pausas no patamar.

No papel, nada disto impressionaria um personal trainer no TikTok. Sem circuitos de alta intensidade. Sem “definição”. Mesmo assim, o médico da Rosa continua a dizer-lhe que este movimento constante e de baixa intensidade é ouro para o coração e os ossos. Ela brinca que vai ao supermercado “para o cardio” e o pão é só um bónus.

Vendem-nos a ideia de que o exercício tem de ser planeado, optimizado e publicado, ou então não conta. Pessoas nos seus 60 e 70 anos que mantêm hábitos de movimento à antiga rebelam-se em silêncio contra essa lógica. Escolhem as escadas porque sempre foi assim. Levantam-se para mudar o canal por hábito, mesmo que o comando esteja ali ao lado.

A ciência dá-lhes razão. Movimento regular e moderado bate treinos intensos mas irregulares na saúde a longo prazo, especialmente à medida que envelhecemos. O corpo gosta mais de consistência do que de drama. Essas pequenas decisões - andar ou conduzir, sentar ou ficar de pé, pegar ou pedir a outra pessoa - acumulam-se lentamente em melhor equilíbrio, menos ansiedade e menos dores.

E há outra camada. Fazer tarefas físicas por si próprio (levar um cesto de roupa, baixar-se para arrancar ervas) reforça uma sensação de competência. Não é só um cérebro atrás de um ecrã. É um corpo que ainda consegue fazer coisas. Essa confiança silenciosa é uma felicidade por si só.

4. Cozinhar de raiz e comer como um evento social, não como uma paragem de abastecimento

Muitas pessoas nos seus 60 e 70 anos ainda tratam as refeições como algo que se constrói, não como algo que chega. Picam cebolas em tábuas de cortar riscadas. Usam a mesma frigideira que têm desde os anos 80. Cozinham “demais” e depois mandam-nos para casa com sobras em caixas desencontradas.

Podem não saber o que é “meal prep Sunday”, mas o congelador está cheio de sopas, guisados e bolos congelados às fatias. Não é sobre pratos dignos de Instagram. É sobre o prazer de descascar batatas enquanto o rádio murmura, sabendo que vai alimentar-se e talvez alimentar mais alguém.

Comer, para eles, é menos sobre macros e mais sobre momentos.

Numa terça-feira à noite, sentei-me numa mesa comprida num apartamento apertado onde um viúvo de 67 anos chamado Alain organiza jantar todas as semanas para quem aparecer. A regra é simples: traz vinho ou sobremesa se puder; se não puder, traga só uma história. Ele cozinha uma panela grande - cassoulet, guisado de lentilhas, frango assado, o que estiver em promoção.

A televisão está desligada. Os telemóveis ficam nos bolsos. Há barulho de loiça, piadas más, alguém chega sempre atrasado e recebe um prato morno que, de alguma forma, sabe ainda melhor. As pessoas ficam horas, enchendo os copos umas às outras e raspando a panela com pedaços de pão. Ninguém olha para a hora.

Ele começou o ritual depois de a mulher morrer, porque o silêncio na cozinha era insuportável. Agora, diz: “Não como sozinho a não ser que eu queira mesmo.”

Comer em conjunto tem sido associado repetidamente a melhor humor, menos stress e até maior longevidade. E, no entanto, muitos adultos jovens comem curvados sobre portáteis, a dividir a atenção entre e-mails, Netflix e o prato.

Pessoas mais velhas que mantêm o hábito de pôr a mesa, usar pratos a sério, esperar que toda a gente se sente antes de começar, abrandam automaticamente o acto de comer. Não é só a digestão que beneficia. A conversa entra de mansinho. Trocam-se histórias. O cérebro arquiva o momento em “conforto” em vez de “combustível rápido”.

Todos já tivemos aquela noite em que uma refeição simples partilhada soube a uma pequena folga da semana. Essa sensação não exige uma cozinha perfeita nem um menu caro. Só uma panela, uma mesa e a ideia à antiga de que a comida sabe melhor quando há risos na sala.

5. Manter hobbies analógicos que produzem algo real

Pergunte a pessoas nos seus 60 e 70 anos o que fazem “por diversão” e muitas vezes ouve verbos que envolvem as mãos. Tricotar. Arranjar. Pintar. Inventar. Cozer. Cultivar. O tempo livre deles não desaparece todo em ecrãs; deixa marcas em prateleiras, em jardins, em paredes, dentro de álbuns de fotografias.

Os projectos raramente são perfeitos. Cachecóis com erros. Casas de pássaros tortas. Plantas que morrem e são substituídas. Mas, no fim do dia, podem apontar para algo que existe porque passaram uma hora nisso em vez de fazer scroll. Essa pequena prova de esforço toca num nervo humano muito profundo.

Para eles, hobbies não são “side hustles”. São apenas… hobbies. Que ideia radical.

A Mary, 69 anos, mostrou-me um armário cheio de frascos, cada um com um rótulo torto: doce de alperce 2017, chutney de ameixa 2019, “bagas misteriosas?” 2021. Ela ri-se do último. “Comi, ainda estou cá, por isso estava bom”, diz. Todos os verões transforma a fruta barata em algo doce ou ácido e depois oferece metade.

Os netos reviram os olhos para os rótulos, mas continuam a pedir “o doce da avó” no pão. Há um orgulho silencioso na voz dela quando diz: “Quando eu já não estiver, as receitas continuam cá.” Estes frascos são mais do que comida. São tempo, guardado em vidro.

Seja acolchoar (quilting), construir comboios em miniatura, reparar rádios antigos ou manter uma pequena horta, os hobbies analógicos forçam o cérebro a concentrar-se numa única linha de acções. Cortar. Mexer. Coser. Lixar. Criam fluxo - esse estado em que o tempo se desfoca e as preocupações diminuem por um bocado.

E nem é preciso um estudo para saber que fazer algo com as mãos é diferente de actualizar um feed. A prova está ali, na coisa que pode segurar, oferecer ou usar. Diz, em silêncio: “Ainda consegues criar. Não és apenas um consumidor.”

“Quando estou a amassar pão, não penso em mais nada”, disse-me uma enfermeira reformada de 72 anos. “O mundo encolhe até ser só a massa debaixo das minhas mãos. Depois partilho, e o mundo volta a crescer.”

  • Comece com algo pequeno e indulgente: ervas num parapeito, um bolo simples, um bloco de desenho barato, um kit de costura em segunda mão.
  • Deixe que seja mau no início. O objectivo não é mestria, é presença.
  • Proteja 30 minutos por semana em que o telemóvel está noutra divisão e as suas mãos estão ocupadas com algo real.

6. Proteger limites: dizer não, desligar, ir para casa mais cedo

Um dos hábitos à antiga mais subestimados? Pessoas nos seus 60 e 70 anos costumam ser melhores a dizer não. Não a ficar até tarde só porque os outros ficam. Não a responder a e-mails depois do jantar. Não a mais um episódio às 2 da manhã quando a cama está a chamar.

Viveram o suficiente para ver modas subir e cair. Essa distância facilita recuar perante a pressão constante para responder, reagir, juntar-se, comentar. Não sentem que têm de estar em todo o lado. Escolhem onde querem estar.

Por fora, parece rabugice. Por dentro, muitas vezes parece liberdade.

Uma vez vi um homem de 70 anos numa reunião de família levantar-se calmamente às 22h, dar um beijo aos netos, vestir o casaco e dizer: “Pronto, vou andando. Gosto mais de dormir do que do vosso karaoke.” Toda a gente riu, mas ninguém tentou impedi-lo. Ele tinha definido esse limite há anos. Noites longas não eram para ele. Sem drama. Sem culpa.

Compare isso com os mais novos, meio a brincar, meio desesperados, sobre terem de estar “ligados” o tempo todo - online, no trabalho, até socialmente. Há este medo de que, se se afastar, vai perder alguma coisa. Uma oportunidade. Uma ligação. Uma hipótese de ser visto.

Adultos mais velhos que mantêm limites e não veneram a cultura do hustle tendem a dormir mais, ruminar menos e recuperar mais depressa do stress. Ignoram metade das notificações que fariam um jovem de 25 anos dar um salto. Sabem, quase nos ossos, que a maior parte das coisas pode esperar algumas horas.

Este hábito não é sabedoria mágica. É prática. Anos a ir para casa quando estão cansados em vez de se esticarem até se gastarem. Anos a recusar convites com um simples “Desta vez não”. Anos a perceber que ninguém se lembra se faltou a uma festa, mas o seu corpo lembra-se de cada vez que escolheu descanso em vez de exaustão.

Não é uma competência glamorosa. Não há filtro para isto. Mas num mundo que nunca pára de apitar, a capacidade de proteger os próprios limites torna-se, em silêncio, um dos maiores preditores de felicidade quotidiana.

O que as “formas antigas” estão realmente a proteger

Visto de longe, estes seis hábitos à antiga não têm a ver com nostalgia por telefones fixos ou um ódio secreto ao Wi‑Fi. Todos orbitam as mesmas coisas: atenção, ligação, ritmo e significado. A versão tecnófila da vida pulveriza essas coisas. A versão analógica volta a juntá-las, uma pequena escolha de cada vez.

Conversas cara a cara em vez de chats intermináveis. Papel e rituais em vez de 47 separadores abertos. Movimento incorporado no dia em vez de espremido num treino punitivo. Refeições caseiras que se transformam em histórias em vez de dentadas apressadas sobre um teclado. Hobbies que deixam migalhas e serradura em vez de apenas dados. Limites que dizem: não sou uma máquina.

Nada disto exige ter 60 ou 70 anos. Exige apenas o acto ligeiramente rebelde de fazer menos do que o algoritmo quer e mais do que a sua avó aprovaria em silêncio. Talvez isso seja convidar alguém para massa, mal cozinhada mas partilhada. Ou caminhar sem auscultadores, só para voltar a ouvir os seus próprios pensamentos.

A tecnologia não vai abrandar por nós. O scroll não vai acabar. E, no entanto, as pessoas que parecem estranhamente em paz no meio deste caos têm muitas vezes algo em comum: mantiveram alguns fios analógicos do mundo em que cresceram e recusaram-se a largá-los. Talvez a verdadeira pergunta não seja “Porque é que estão tão atrasados?”, mas “Para onde é que estamos a correr - e será mesmo melhor do que um café longo, sem ecrãs, com alguém que se lembra da sua história desde o início?”

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Conversas profundas, sem ecrãs Adultos mais velhos privilegiam conversas longas, presenciais, em vez de mensagens constantes Mostra como construir relações mais densas e satisfatórias
Rotinas e hobbies analógicos Calendários de papel, cozinhar, trabalhos manuais e outras actividades “de mãos” estruturam o dia Oferece formas simples de sentir mais calma, foco e criatividade
Limites protegidos Dizer não a excesso de trabalho, noites tardias e sobrecarga digital Dá permissão para descansar mais e afastar-se sem culpa

FAQ:

  • As pessoas mais velhas são mesmo mais felizes, ou apenas menos online? A investigação em vários países mostra uma curva de bem-estar em “U”, com a satisfação com a vida a subir muitas vezes novamente após a meia-idade, sobretudo em quem tem hábitos fortes fora do online.
  • Adultos jovens conseguem, de forma realista, adoptar estes hábitos à antiga? Sim, em pequenas doses: uma refeição sem tecnologia, um hobby analógico semanal, ou um encontro regular já pode mudar o quão ligado e assente se sente.
  • Tenho de deixar as redes sociais para sentir benefícios? Não. Pode manter as apps e, ainda assim, criar bolsos protegidos de tempo analógico em que o cérebro descansa do input constante.
  • E se os meus amigos não gostam de convívios lentos e presenciais? Comece com uma pessoa que esteja aberta a isso, ou misture os dois mundos: encontre-se presencialmente e depois partilhe uma foto mais tarde, em vez de ser ao contrário.
  • Isto não é só romantizar as gerações mais velhas? Têm as suas dificuldades, claro, mas estes hábitos específicos são apoiados por ciência sobre ligação, movimento e saúde mental - e qualquer pessoa pode “emprestá-los”.

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